domingo, 20 de março de 2011

5° facto -

Ontem e hoje foram dias... Esclarecedores.
É como se de repente eu tirasse fotos de cada momento, e elas se revelassem no instante. Acho (tenho certeza) que ficar doente me ajuda a analisar as coisas de forma serena.

Mas eu tenho algo a contar hoje. É uma história.

Há tempos havia uma garota que não conseguia se adaptar ao seu meio. Todas as vezes que alguém dizia ou agia de forma da qual ela não concordava, ela se agachava e começava a cantar. Uma melodia apenas ressoava no ouvido de quem por ali passasse.

Tem quem diga que até hoje nós fazemos isso quando não nos sentimos bem com uma certa situação. Temos uma tendência estranha de preferir uma alienação instantânea à encarar todo o incomodo de forma sadia e determinada. Mas esquecemos que as pessoas ao nosso redor também tendem a perceber essa nossa alienação.

Amigo. Levante a cabeça. Nem tudo é tão simples.
Mas é geralmente dessas situações que vão sair as experiências que você mais vai aproveitar na sua vida.

Então encare, como eu estou tentando encarar. E se não der certo, não esqueça que tem alguém aqui. E esse alguém pode ser eu.

sábado, 19 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

3° facto - Manhã.

4 minutos pra falar de algo que eu nem gosto tanto. Mas tenho algumas observações a fazer sobre esse período do dia:
1- Sempre acordo com frio.
2- Sempre acordo com sono.
3- Adoro ver o nascer do sol.

E por mais que seja algo piegas, eu realmente gosto. Seja de relance, como agora, que enquanto eu escrevo o dia vai tomando cor... Ou de parar e olhar, como na maior parte das vezes. Criei essa "mania" quando vim morar num lugar em que a visão privilegiada fez com que eu não conseguisse simplesmente ignorar o que estava acontecendo ao meu redor.

Muitos vão dizer que o nascer do sol não chega nem aos pés do pôr do sol. No quesito significado pra mim, isso é mesmo verdade. Mas nunca esqueço do quão bem eu me sinto com aquela luminosidade fraca vencendo a neblina, e o cheiro do orvalho que aumenta bem na hora que a luz chega às folhas.

Sem falar da sensação de novo. É sempre um novo começo. E tudo que é novo pode ser bom.

Ps.: Demorei mais de 4 minutos pra escrever e revisar.
Ps.: Sou só eu que só consigo vencer a manhã ouvindo música?

segunda-feira, 14 de março de 2011

2° facto - Florianópolis.

Durante a semana passada estive duas vezes na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. Na primeira delas, fui à praias e ao shopping. Mas não é disso que eu quero falar.

Eu quero contar pra vocês o motivo de eu tanto gostar de Florianópolis. Quando menor, visitei a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Foi amor à primeira vista. Obviamente não me lembro muito bem, mas o ápice da minha paixão naquele dia foi quando eu entrei na câmara aonde eles depositavam os escravos. Era a minha Europa no litoral de Santa Catarina.

Também me lembro de muitas vezes ter ido ao shopping por lá. Outra vez, fui visitar família de distante grau e comi pela primeira vez coxa de rã.

Mas o que realmente me encanta em Floripa é o ar. Sim, a pressão é diferente, o cheiro é diferente, é como se borbulhássemos por dentro. Por mais que seja uma cidade grande, mantém uma linha de coisas simples, que tornam cada ida à Florianópolis uma mártir a cada volta.

Não recomendo visitar e tentar sentir a mesma coisa. Talvez seja apenas uma adaptação mental que o meu corpo está fazendo para que torne meus 4, 5 ou 6 anos na UFSC agradáveis. Ou talvez seja apenas destino.

Por hora, só espero voltar para lá o mais rápido possível.

1° facto - Meus pensamentos.

Muitas coisas me fizeram vir a criar um blog. A música, ou combinação sonora chamada "Fuck the System" me garantiu a revolta necessária. Outra foi "Thank You", que gerou um facto sobre o qual eu vou falar (talvez).

Mas talvez a principal razão foi ver que nada do que eu lia, seja em blogs de pessoas ao meu redor ou blogs extremamente famosos, agregava-se à minha opinião. O português mal escrito, as opiniões sem possibilidades de mudanças, a auto-segurança exagerada...

Sabe que talvez eu esteja dando muita importância ao famoso próprio umbigo. Se uma pessoa escreve algo, o maldito do umbigo vai estar sempre no meio, proeminente, querendo chamar atenção. O que, na maior parte, acaba criando uma corrente de gargalhadas que com certeza desagradaria o tão-seguro autor.

Então eu te digo, meu querido: ria. Mas antes de rir, tente entender. Estou tão sujeita quanto você à humanidade.

Pegue seu umbigo e a sua dignidade e crie uma boa função para ambos. Enquanto isso, eu vou ficar falando aqui como se não houvesse amanhã.