segunda-feira, 18 de abril de 2011

8° facto - Evoluir

"Home is wherever I'm with you" - Home (Edward Sharpe and the Magnetic Zeros)

Adivinhem só QUEM está feliz? Daquele jeito que até dói de tanta felicidade?

Eu.

Mas tenho motivos. Mais de seis horas remando, mais de um dia ao lado de pessoas as quais me fizeram sentir aquela sensação de estar em casa depois de um longo tempo fora, risadas por coisas ínfimas, comentários, novos amigos.

Tudo aquilo que a gente geralmente trata como dispensável.

Foi esse tudo que me fez abrir um sorriso enorme que agora está querendo virar algumas lágrimas marotas (mas eu não vou deixar!). Porque vocês me acolheram exatamente como se eu fosse uma de vocês, e me fizeram voltar a valorizar coisas que antes estavam perdendo o sentido pra mim.

Afinal, quem precisa de uma bebedeira quando se tem a esquete mais divertida já feita em muito tempo? Quem precisa ser "popular" quando se tem aquele abraço bom e confortável que passa toda aquela coisa de "eu estarei aqui"?

Eu não preciso.

Mas preciso disso agora e sempre. Vocês me fizeram ver que uma evolução pode ser tanto de uma Pokebola a um Pegascórnio, ou de um companheirismo a uma amizade.

Eu realmente espero poder algum dia saber que eu, de alguma maneira, dei pelo menos metade dos motivos que vocês me deram para deixar a minha pessoa tão feliz como agora.

Obrigada. Eu amo vocês.

Ps.: A quem eu me refiro? Por hora, eles sabem e isso é o bastante.
Ps.2: É cada um na sua jangada... Mas é todo mundo junto em último lugar! <3

segunda-feira, 4 de abril de 2011

7° facto - Obter.

Tenho a leve impressão que as pessoas relacionam a minha vida com uma felicidade absurda ou uma perfeição absoluta.
Agindo como se eu não tivesse meus próprios conflitos INTERNOS aos quais eu deveria direcionar minha atenção, elas invadem o meu espaço (mesmo que involuntariamente) gerando o que eu chamo de conflitos EXTERNOS.

Some daqui.

Essas duas palavras tem sido frequentemente donas de um grande espaço na minha cabeça nessas últimas duas semanas. Eterna TPM, autismo, distúrbio de agrupamento social... Rotule essa porr* como bem entender.

Para. Pensa. Fica puto.

Porque não há mais o que fazer além disso. Tacar o foda-se não funciona, ser agradável não funciona, ser desagradável não funciona...

O que nos resta é ficarmos putos.

Então a putisse, na minha concepção, está por hora PERDOADA. É melhor um grupo de seres revoltados do que uma unanimidade (cega). Está é a sua natureza, meu querido. Puto, puto, puto. Agregue-se.



Ps.: Quando eu falo de FICAR PUTO, não falo do ato de vender a prática sexual. Ou até falo.




domingo, 20 de março de 2011

5° facto -

Ontem e hoje foram dias... Esclarecedores.
É como se de repente eu tirasse fotos de cada momento, e elas se revelassem no instante. Acho (tenho certeza) que ficar doente me ajuda a analisar as coisas de forma serena.

Mas eu tenho algo a contar hoje. É uma história.

Há tempos havia uma garota que não conseguia se adaptar ao seu meio. Todas as vezes que alguém dizia ou agia de forma da qual ela não concordava, ela se agachava e começava a cantar. Uma melodia apenas ressoava no ouvido de quem por ali passasse.

Tem quem diga que até hoje nós fazemos isso quando não nos sentimos bem com uma certa situação. Temos uma tendência estranha de preferir uma alienação instantânea à encarar todo o incomodo de forma sadia e determinada. Mas esquecemos que as pessoas ao nosso redor também tendem a perceber essa nossa alienação.

Amigo. Levante a cabeça. Nem tudo é tão simples.
Mas é geralmente dessas situações que vão sair as experiências que você mais vai aproveitar na sua vida.

Então encare, como eu estou tentando encarar. E se não der certo, não esqueça que tem alguém aqui. E esse alguém pode ser eu.

sábado, 19 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

3° facto - Manhã.

4 minutos pra falar de algo que eu nem gosto tanto. Mas tenho algumas observações a fazer sobre esse período do dia:
1- Sempre acordo com frio.
2- Sempre acordo com sono.
3- Adoro ver o nascer do sol.

E por mais que seja algo piegas, eu realmente gosto. Seja de relance, como agora, que enquanto eu escrevo o dia vai tomando cor... Ou de parar e olhar, como na maior parte das vezes. Criei essa "mania" quando vim morar num lugar em que a visão privilegiada fez com que eu não conseguisse simplesmente ignorar o que estava acontecendo ao meu redor.

Muitos vão dizer que o nascer do sol não chega nem aos pés do pôr do sol. No quesito significado pra mim, isso é mesmo verdade. Mas nunca esqueço do quão bem eu me sinto com aquela luminosidade fraca vencendo a neblina, e o cheiro do orvalho que aumenta bem na hora que a luz chega às folhas.

Sem falar da sensação de novo. É sempre um novo começo. E tudo que é novo pode ser bom.

Ps.: Demorei mais de 4 minutos pra escrever e revisar.
Ps.: Sou só eu que só consigo vencer a manhã ouvindo música?

segunda-feira, 14 de março de 2011

2° facto - Florianópolis.

Durante a semana passada estive duas vezes na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. Na primeira delas, fui à praias e ao shopping. Mas não é disso que eu quero falar.

Eu quero contar pra vocês o motivo de eu tanto gostar de Florianópolis. Quando menor, visitei a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Foi amor à primeira vista. Obviamente não me lembro muito bem, mas o ápice da minha paixão naquele dia foi quando eu entrei na câmara aonde eles depositavam os escravos. Era a minha Europa no litoral de Santa Catarina.

Também me lembro de muitas vezes ter ido ao shopping por lá. Outra vez, fui visitar família de distante grau e comi pela primeira vez coxa de rã.

Mas o que realmente me encanta em Floripa é o ar. Sim, a pressão é diferente, o cheiro é diferente, é como se borbulhássemos por dentro. Por mais que seja uma cidade grande, mantém uma linha de coisas simples, que tornam cada ida à Florianópolis uma mártir a cada volta.

Não recomendo visitar e tentar sentir a mesma coisa. Talvez seja apenas uma adaptação mental que o meu corpo está fazendo para que torne meus 4, 5 ou 6 anos na UFSC agradáveis. Ou talvez seja apenas destino.

Por hora, só espero voltar para lá o mais rápido possível.

1° facto - Meus pensamentos.

Muitas coisas me fizeram vir a criar um blog. A música, ou combinação sonora chamada "Fuck the System" me garantiu a revolta necessária. Outra foi "Thank You", que gerou um facto sobre o qual eu vou falar (talvez).

Mas talvez a principal razão foi ver que nada do que eu lia, seja em blogs de pessoas ao meu redor ou blogs extremamente famosos, agregava-se à minha opinião. O português mal escrito, as opiniões sem possibilidades de mudanças, a auto-segurança exagerada...

Sabe que talvez eu esteja dando muita importância ao famoso próprio umbigo. Se uma pessoa escreve algo, o maldito do umbigo vai estar sempre no meio, proeminente, querendo chamar atenção. O que, na maior parte, acaba criando uma corrente de gargalhadas que com certeza desagradaria o tão-seguro autor.

Então eu te digo, meu querido: ria. Mas antes de rir, tente entender. Estou tão sujeita quanto você à humanidade.

Pegue seu umbigo e a sua dignidade e crie uma boa função para ambos. Enquanto isso, eu vou ficar falando aqui como se não houvesse amanhã.